Equidade no SUS: Ministério da Saúde e Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia firmam parceria para ampliar prevenção do HIV entre mulheres
Em uma iniciativa que busca enfrentar desigualdades históricas no acesso à prevenção, o Ministério da Saúde, por meio do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi), anunciou uma parceria estratégica com a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia para fortalecer as políticas de prevenção do HIV entre mulheres em todo o país. A ação foi formalizada com a publicação de uma Nota Técnica que orienta profissionais de saúde e amplia a oferta da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) para mulheres em situação de vulnerabilidade.
Publicada em 13 de fevereiro de 2026, a iniciativa tem como foco ampliar o acesso à prevenção em diferentes fases da vida das mulheres, incluindo gestantes, puérperas e lactantes. A PrEP consiste no uso de medicamentos antirretrovirais capazes de impedir que o HIV infecte o organismo. O documento traz recomendações detalhadas direcionadas a ginecologistas, obstetras e demais profissionais da saúde, com o objetivo de garantir que a ferramenta preventiva alcance um número maior de mulheres expostas a contextos de maior vulnerabilidade social e epidemiológica.
A estratégia também busca reduzir novas infecções pelo HIV no Brasil, com atenção especial à prevenção da transmissão vertical — quando o vírus pode ser transmitido da gestante para o bebê durante a gestação, o parto ou a amamentação. Além do impacto direto na redução dos casos, a medida pretende enfrentar obstáculos ainda presentes no país, como a desinformação e o estigma relacionados ao HIV, fatores que frequentemente dificultam o acesso aos serviços de prevenção.

De acordo com o dr. Artur Kalichman, coordenador-geral de Vigilância de HIV e Aids do Ministério da Saúde (CGHA/Dathi/MS), a publicação da Nota Técnica representa um avanço alinhado às metas nacionais e internacionais de enfrentamento da epidemia.
“Ampliar o acesso à PrEP para mulheres em situação de maior vulnerabilidade é fundamental para alcançar a equidade no acesso à profilaxia e garantir que ninguém seja deixado para trás na resposta ao HIV. A colaboração com a Febrasgo é estratégica, pois permite que as orientações cheguem diretamente aos profissionais que acompanham a saúde da mulher em diversos momentos de suas vidas”, informa Artur Kalichman
Clique aqui e confira a nota técnica
Fonte: Agência Aids


