Congresso Nacional se ilumina de vermelho e reforça mobilização pelo Dezembro Vermelho, mês de luta contra a aids
O Congresso Nacional amanheceu iluminado de vermelho neste domingo (30) e permanecerá assim também na segunda-feira, em apoio ao Dezembro Vermelho — mês de mobilização nacional para a prevenção ao HIV/aids e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). A ação antecede o 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids, data criada para reforçar o enfrentamento à epidemia e o compromisso global com a vida e os direitos das pessoas que vivem com HIV.
A iluminação especial integra um conjunto de iniciativas que tomam forma em todo o país ao longo do mês. Entre elas, estão palestras, campanhas educativas, ações de mídia, eventos comunitários e a iluminação de prédios públicos, todas voltadas a ampliar o acesso à informação e estimular práticas de prevenção. Participam da mobilização órgãos públicos, organizações da sociedade civil e entidades internacionais.
Além de reforçar a importância da prevenção, a campanha chama atenção para o impacto do estigma na vida das pessoas que vivem com HIV — ainda alvo de discriminação e de violações de direitos. Para especialistas e ativistas, combater o preconceito é tão essencial quanto ampliar o acesso às tecnologias de cuidado e prevenção.
Prevenção: estratégias combinadas
A prevenção ao HIV e às demais ISTs envolve um conjunto de estratégias complementares. O uso de preservativos continua sendo uma das medidas mais eficazes para evitar a transmissão de HIV, sífilis, gonorreia, hepatites virais B e C, entre outras infecções. Testagem regular e tratamento oportuno também são fundamentais para interromper cadeias de transmissão.
Entre as tecnologias disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) estão a PrEP (profilaxia pré-exposição), um comprimido tomado diariamente que reduz significativamente o risco de infecção pelo HIV, e a PEP (profilaxia pós-exposição), indicada em situações de urgência após uma exposição de risco.
HIV/aids: o cenário atual
A aids é uma condição causada pela infecção pelo HIV, vírus que ataca o sistema imunológico. Uma pessoa pode viver com HIV sem desenvolver a síndrome, especialmente com diagnóstico precoce e acesso ao tratamento antirretroviral, que hoje permite uma vida longa e saudável.
Segundo dados mais recentes do Unaids, em 2024 havia 40,8 milhões de pessoas vivendo com HIV no mundo. No mesmo ano, 1,3 milhão de pessoas contraíram o vírus e 630 mil morreram por doenças relacionadas à aids. Desde o início da epidemia, em 1980, 91,4 milhões de pessoas foram infectadas e 44,1 milhões perderam a vida em decorrência da doença.
No Brasil, até 31 de dezembro de 2023, foram registrados 392.981 óbitos relacionados à aids. Entre 2007 e junho de 2024, o país notificou 541.759 casos de infecção pelo HIV.
Com a iluminação do Congresso e a ampliação das ações do Dezembro Vermelho, a mensagem que ecoa é a de que a prevenção, a informação e o combate ao estigma seguem sendo pilares essenciais para enfrentar a epidemia — e para garantir dignidade e direitos a todas as pessoas.
Fonte: Agência Aids


