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Novas armas contra o HIV têm de ser testadas em conjunto, diz grupo - 04/07/2011

Os testes de estratégias inovadoras contra o vírus da AIDS não podem mais se dar ao luxo de serem feitos de forma isolada, argumenta um grupo de cientistas na edição desta semana da revista especializada "Science".
A exemplo do que acontece hoje com o coquetel de drogas contra o HIV, o melhor jeito de testar novas armas contra a doença é usá-las de forma combinada em testes clínicos, argumenta a equipe liderada por Robin Shattock, do Imperial College de Londres.
Para Shattock e seus colegas, a explicação para a dificuldade de conseguir bons resultados contra o vírus da doença em vários testes em pacientes tem a ver com essa tática mais isolacionista.
Um exemplo é o fato de, até hoje, nenhuma vacina ter tido desempenho muito bom na proteção contra AIDS, apesar de alguns sucessos modestos.
Para deter a epidemia mundial, a equipe sugere algumas combinações promissoras. Seria possível, por exemplo, realizar circuncisões em homens e unir isso ao uso de um gel microbicida na vagina das mulheres com quem eles têm relações sexuais.
Duas ou mais drogas contra o HIV também poderiam ser ministradas de forma preventiva para as pessoas que vivem em regiões nas quais a doença é endêmica.
E as próprias vacinas, normalmente consideradas a intervenção mais eficaz para deter a transmissão de um inimigo como o HIV, poderiam ser combinadas com o gel vaginal, de forma a aumentar a imunidade local da vagina. Assim, não seria preciso preparar as defesas do organismo todo.

Folha de São Paulo: