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Especialistas celebram aumento na expectativa de vida - 05/06/2011

Para Eduardo Di Navi, cientista italiano especialista em pesquisas sobre o vírus HIV, importantes passos foram atingidos nas últimas décadas, e recentes descobertas têm aumentado as esperanças de uma cura ou imunização preventiva e definitiva contra o vírus.

 

"As pesquisas avançam, apesar da necessidade de maiores investimentos, mas na última década as pessoas começaram a adotar comportamentos sexuais mais seguros, e isso se reflete em esforços positivos de conscientização, permitindo maior dedicação na busca de uma cura em vez de novos medicamentos, porque os disponíveis atualmente estão demonstrado sucesso em garantir uma vida longa e cada vez mais tranquila aos portadores do HIV. Mas isso não significa que as pesquisas devem parar, mas apenas redirecionadas para um novo caminho", diz Di Navi.

 

Lacunas

 

Apesar do amplo acesso à terapia antirretroviral, uma grande lacuna no tratamento continua. No final de 2010, 9 milhões de pessoas que eram elegíveis para o tratamento não tiveram acesso, e embora a taxa de novas infecções por HIV tenha diminuído globalmente, o número total de infecções pelo vírus continua elevado, cerca de 7 mil por dia.

 

Di Navi afirma que o recente relatório divulgado pela Organização da ONU contra a AIDS, Unaids, mostra que o acesso à prevenção e tratamento para as populações em maior risco de infecção se mostra menor devido a leis repressivas e discriminatórias, estigmas e discriminação. Em abril de 2011, 79 países criminalizam as relações homossexuais; 116 países criminalizam alguns aspectos do trabalho sexual e 32 países têm leis que permitem a pena de morte para crimes relacionados com drogas.

 

O relatório lista a descoberta de que se uma pessoa vivendo com HIV adere a um regime eficaz de antirretroviral, o risco de transmitir o vírus aos seus parceiros sexuais não infectados pode ser reduzido em até 96%, e demonstra que a taxa global de novas infecções diminuíram quase 25% entre 2001 e 2009. Na Índia, a taxa de infecções caiu mais de 50% e na África do Sul mais de 35%. Ambos têm o maior número de soropositivos em seus continentes.

 

Fonte: O POPULAR - GO