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Estudo com drogas profiláxicas consegue diminuir incidência do HIV em 50% nos homens homossexuais - 14/03/2011

Novo estudo com drogas profiláxicas consegue diminuir incidência do HIV em 50% nos homens homossexuais


Pesquisadores, porém, alertam que estudos mais conclusivos precisam ser feitos. Ainda assim, médicos ficaram animados com os resultados.
A AIDS continua como uma das doenças mais desafiadoras aos médicos no mundo. Os métodos preventivos, hoje, se reumem basicamente ao uso de CAMISINHA e outros cuidados durante a relação sexual, mas esse cenário pode estar perto de mudar. Um estudo publicado nesta segunda-feira (14) na AIDS Patient Care and STDs (Cuidados ao Paciente com AIDS e DSTS) mostra que talvez haja um jeito de evitar a doença com tratamentos orais profiláxicos (PrEP, na sigla em inglês). 
Os primeiros estudos feitos com pessoas usando drogas preventivas mostrou um resultado de 50% de eficácia na redução da incidência do vírus do HIV. Os testes foram realizados apenas em um dos vários grupos de risco, o dos homens homossexuais e, portanto, os médicos já alertam: ainda faltam pesquisas mais conclusivas. Ainda assim, os cientistas ficaram animados com os resultados. 
De acordo com o artigo, novos estudos devem começar nos próximos meses já envolvendo mais de 20 mil homens e mulheres de opções sexuais, idades, grupos de risco e vidas sexuais diferentes. Apesar de o tratamento PrEP, que é composto por duas drogas usadas por via oral - tenofovir e emtricitabine - ter se mostrado eficiente em um primeiro momento, os médicos ainda estão receosos com alguns efeitos colaterais, com o fato de que alguns pacientes não reagiram bem aos medicamentos e com as questões psicológicas envolvendo todo o processo. 
Também preocupa os pesquisadores o perfil do médico que estará apto a receitar esse tipo de medicamento, uma vez que ele não cura a doença, apenas teria como prevení-la - portanto, seria receitado para pacientes que, em tese, sabem que se expõem a altos riscos. 
Ainda assim, os médicos pesquisadores estão confiantes. "Este é um exemplo extraordinário de como a medicina evolui a serviço da proteção contra o HIV. Mas a implementação desses tratamentos enfrenta grandes obstáculos. A aderência a um tratamento PrEP é a chave. Outra questão é que o custo dos medicamentos torna o tratamento impraticável para qualquer pessoa que não aquelas expostas a um risco alto", afirmou Jeffrey Laurence, do Laboratório de Pesquisa do Vírus da AIDS do Colégio Médico Weill da Universidade de Cornell, em Nova Iorque.

Fonte: Epoca