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Cientistas norte-americanos descobrem importante interação entre proteínas do HIV e do corpo humano - 21/02/2011

Descoberta pode levar a criação de melhores medicamentos para o tratamento da AIDS.
Quando uma pessoa é infectada pelo HIV, seu organismo começa a travar uma guerra para combater a infecção. Do lado humano, destaca-se uma proteína, produzida pelas células brancas, capaz de causar mutações no DNA viral, chamada por APO. No lado do HIV, destaca-se a proteína VIF.
Com a infecção, o HIV atinge as células brancas do sangue humano, e passa a produzir DNA que, por sua vez, se move até o núcleo da célula, insere-se nos cromossomos e começa a direcionar a produção de novas partículas do vírus.
Uma descoberta recente de pesquisadores da Universidade de Minnesota, Estados Unidos, pode levar a criação de um medicamento que dará mais força à proteína APO na guerra contra a VIF, ou seja, do organismo humano contra o vírus causador da AIDS.
Para chegar a essa descoberta, o professor de bioquímica, biologia molecular e biofísica Rúben Harris estudou os mecanismos que geram mutações e como eles podem ser aproveitados para destruir o HIV.
Harris e seu grupo de pesquisa concluíram que a APO pode ser protegida da destruição do HIV, alterando o aminoácido glutamato em apenas uma das muitas posições em que ocorre na proteína.
John Albin, estudante de pós-doutorado no laboratório de Harris, explicou que mudar o aminoácido não deve desalojar o VIF. "É que de alguma forma, este aminoácido é ausente ou modificado, e a interação é alterada de tal forma que APO não é destruída. Assim, essa proteína humano continuaria a luta".
Segundo notícia publicada pelo site especializado em ciência Isaude.net, os pesquisadores procuram agora descobrir exatamente como a APO e a VIF se interagem. "Quando tivermos essa informação, poderemos trabalhar para projetar drogas que interrompa essa interação", finaliza Albin.

 

Fonte: Agência de Notícias da Aids