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Secretário de Vigilância em Saúde reafirma importância da integração entre as áreas AIDS/HEPATITES - 16/02/2011

“O que temos de entregar para a sociedade são resultados”. A declaração é do novo secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, e marcou a abertura da 1ª Reunião Conjunta de Coordenadores de DST, Aids e Hepatites Virais, nessa terça-feira, 15 de fevereiro. O importante, na opinião do secretário, não é que estados e municípios adotem a mesma estrutura do nível federal, mas sim que as ações voltadas para as hepatites virais e doenças sexualmente transmissíveis sejam integradas. "É preciso unir esforços para ampliar a atenção ao usuário do SUS (Sistema Único de Saúde) e melhorar a resposta à comunidade no enfrentamento dessas doenças", ressalta. O encontro reúne até amanhã, em Brasília, 110 representantes de coordenações estaduais e de capitais nas áreas de DST, aids e hepatites virais. Durante sua fala, Barbosa ressaltou ainda que a política de aids brasileira já é bem-sucedida e essa experiência acumulada pode ser agregada às hepatites.

Antes da incorporação entre as duas áreas, realizada oficialmente em março de 2010 (Decreto nº 7.135/2010), o Programa Nacional de Hepatites Virais (PNHV) era ligado ao Departamento de Vigilância Epidemiológica. Dentro dessa estrutura, havia nove coordenações e programas. Agora, as hepatites virais estão entre as três prioridades do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. “O Programa de Hepatites Virais saiu ganhando”, defende Barbosa.

Entre os avanços já alcançados após a integração, destacam-se:

· A ampliação da oferta de vacina contra a hepatite B (para pessoas em situação de maior vulnerabilidade);

· A inclusão de três novos medicamentos para portadores do tipo B da doença (entecavir, adefovir e tenofovir);

· A disponibilização de testes de diagnóstico das hepatites nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA);

· O lançamento de editais de financiamento, no valor de R$ 2 milhões, para projetos realizados por organizações não governamentais.

· Publicação do Protocolo da prevenção da transmissão vertical da hepatite B

Frente Parlamentar - O presidente da Frente Parlamentar de Hepatites Virais, deputado federal Geraldo Thadeu (PPS/MG), faz coro com o secretário Jarbas Barbosa, ao defender a integração das Hepatites Virais ao Departamento de DST e Aids. “A aids tem estrutura e trabalho bem realizado e vai contribuir muito com as hepatites virais. Os resultados serão positivos e precisam de um trabalho conjunto e em harmonia para o sucesso do controle dessas doenças”, afirma.

Portador do vírus da hepatite C, Thadeu sofreu com a forma crônica da doença por 25 anos. Para o parlamentar, o mais importante na questão das hepatites é a prevenção e o diagnóstico. “Temos que trabalhar a Atenção Primária. Cada estado precisa ter um laboratório central para exame molecular e um fibroscan (equipamento para realizar biópsia não invasiva)", destaca. Segundo o presidente da frente, essas são questões fundamentais para o diagnóstico precoce.

Já o deputado Carlos Magno (PP/RO), que integra a frente parlamentar, destacou as diferenças da região amazônica. “As questões de diagnóstico e acesso são muito complicadas quando nos deparamos com a diversidade regional. A integração dos municípios e das coordenações de DST/Aids e Hepatites ajuda na questão territorial”, afirmou.

Entre as intervenções dos coordenadores, Acioli Neto, do município de Recife (PE), disse que na capital pernambucana não existia um plano municipal de controle das hepatites virais. Ele assumiu a responsabilidade de coordenar as duas áreas. “Em hepatites, saímos praticamente do zero e nos deparamos com a realidade, com as dificuldades, e progredimos. Se não houvesse a integração, continuaríamos sem política municipal de hepatites virais”, observa.

Débora Crespo, coordenadora de DST/Aids de Belém (PA), lembrou que o estado do Pará foi a primeira unidade da Federação a implantar um programa de hepatites virais. “Temos excelentes modelos de gestão e podemos compartilhar a nossa experiência com todos. Os secretários de Saúde e prefeitos precisam ter compromisso na busca por resultados”, defendeu.

Mais informações


Site: www.aids.gov.br


Atendimento ao cidadão

0800 61 1997 e (61) 3315 2425

 

Fonte: Departamento de DST/Aids