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Passeata em Durban pede mais acesso a tratamento antirretroviral e remédios menos tóxicos - 20/07/2016

Os ativistas pararam em frente à prefeitura de Durban, pretendendo falar com o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, que estava em reunião com representantes do movimento de jovens com HIV. Frustrados com a não aparição de Ki-Moon, continuaram a marcha até a frente do hotel onde ele estava hospedado. O secretário-geral da organização de ativistas Treatment Action Campaign, Anele Yawa, discursou para a multidão: “Ban Ki-Moon não nos recebeu de manhã e não saiu para nos ver agora. Ele não é nosso líder, dos pobres, ele é líder dos ricos”.

A delegação brasileira estava presente na marcha. Veriano Terto, da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (ABIA) e presidente da Articulação Nacional de Luta Contra a Aids (Anaids) declarou: "Investe-se pouco em prevenção no Brasil. E a expansão do tratamento traz uma questão: se não tivermos um sistema de saúde forte e suporte social, as pessoas acabam abandonando o tratamento, como está ocorrendo aqui na África do Sul"

A escolha  de Durban para o evento que acontece a cada dois anos foi simbólica: no ano 2000, o ex-presidente Nelson Mandela convocou na mesma cidade o trabalho pelo acesso aos tratamentos gratítos de antirretrovirais para todos os doentes.

Apenas um milhão de pessoas no mundo, principalmente nos países do Norte, tinham acesso a estes medicamentos no ano 2000, lembrou nesta segunda-feira a associação AIDES. "Dezesseis anos depois, já são mais de 15 milhões. Com isso, foram evitadas quatro milhões de mortes."

No entanto, a associação adverte que estes avanços não devem esconder a realidade: ainda há 38 milhões de pessoas no mundo vivendo com o vírus, a maioria na África subsaariana.


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