Notícias

NOTA FOAESP - SOBRE SUSPENSÃO DE KIT EDUCATIVO SOBRE AIDS DIRECIONADOS A POPULAÇÃO JOVEM - 21/03/2013

O Fórum de ONG Aids do Estado de São Paulo (FOAESP) vem pro meio desta nota lamentar e denunciar a suspensão, por parte do Ministério da Saúde, de material educativo de prevenção de Aids e aspectos de diversidade e Direitos Humanos, direcionado a população jovem e adolescente.
Sua elaboração ocupou profissionais sintonizados com temas relacionados à sexualidade nas escolas para que fosse produzido em linguagem acessível, com sugestões didático-pedagógicas para abordagem de temas como diversidade e respeito às diferenças, além de gravidez juvenil e prevenção de DST/HIV/Aids entre outros.
Lamentavelmente o atual governo toda uma atitude conservadora desprezando a realidade de taxas de infecção para o HIV e outras DSTs, o número de gravidezes ocorridas na adolescência, o aumento na violência contra homossexuais e transexuais e o contexto em que a juventude atualmente vive, e se rende novamente a pressão de grupos fundamentalistas e retrógrados com ingerência no centro do poder.
Igual atitude já foi notada na censura a campanha massiva de carnaval de 2012, direcionada a jovens gays e vetada pelo atual ministro, tornando este tipo de atitude tristemente constante num governo eleito com o rótulo de progressista, mas que tem se demonstrado tão reacionário e conservador como os que outrora ocuparam Brasília.
O FOAESP, atendo a esta realidade, estará denunciando esta situação não apenas através de instrumentos jurídicos junto ao Ministério Público, mas de denúncia juntos aos fóruns de Saúde e Direitos Humanos, a mídia e aos organismos internacionais.Tais atitudes atentam diretamente a vulnerabilidade de grupos já tradicionalmente excluídos e mancham a imagem do país, visto ainda em alguns espaços internacionais desavisadamente como inovador e libertário
A fome do falso marketing e a busca sem regras de apoios eleitorais tem comprometido o andamento de ações e a qualidade de acesso a informação e saúde da população. O resultado desta política estrábica se sente nas ruas e nos índices epidemiológicos, o que os gabinetes do Ministério da Saúde e do Palácio do Planalto teimam em não perceber dado o nível de comprometimento que estão envolvidos com grupos mais atrasados da política e da sociedade.

São Paulo, 19 de Marco de 2013

Rodrigo Pinheiro
Presidente FOAESP