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Para minimizar resistência do HIV ao tratamento .. - 09/11/2011

O tratamento antirretroviral aumentou a qualidade de vida das pessoas com HIV e AIDS. Porém, ele pode ficar comprometido a longo prazo pelo desenvolvimento da resistência aos medicamentos, que leva à falha do esquema terapêutico utilizado. O teste de genotipagem e a adesão constituem os principais fatores a serem considerados para o sucesso da terapia.
Uma recente decisão do DEPARTAMENTO DE DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, publicado no site dessa instituição, tem por objetivo permitir aos profissionais de saúde uma estruturação mais precoce do esquema de resgate, minimizando a ocorrência de multirresitência. 
As recomendações até então indicavam o teste de genotipagem, ou seja, o estudo do material genético do vírus para identificar se a mutação está relacionada com a resistência a alguma droga, em pacientes em tratamento há pelos menos seis meses e com carga viral (copias de HIV por milímetro cúbico de sangue) superior a 2.000.
Mas desde a semana passada, o teste de genotipagem pode ser feito com a carga viral a partir de 1.000 cópias/ml, confirmada em uma segunda quantificação com intervalo de pelo menos quatro semanas.
Das cerca de 210 mil pessoas em tratamento antirretroviral no Brasil, aproximadamente 5 mil estão em terapia de resgate e usam medicamentos de resgate.
Uma pesquisa realizada pela Rede Nacional de Genotipagem (Renageno), numa amostragem de 500 pacientes, indicou que apenas 7% não apresentavam resistência a nenhum dos ANTIRRETROVIRAIS em uso no país.
Já um outro estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) com 791 pacientes revelou números ainda mais preocupantes: somente 1% não apresentou resistência. 
Redação da Agência de Notícias da AIDS

Agência de Notícias da Aids