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Em Moçambique, Sidibé recomenda reajuste financeiro nos programas de combate à aids no país - 02/09/2011

Durante visita oficial a Moçambique, o diretor executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e AIDS (UNAIDS), Michel Sibidé, disse que o país está num bom caminho no enfrentamento da epidemia, mas recomendou um reajuste financeiro nas políticas de combate a AIDS devido à redução das doações internacionais.

 

"O mundo é bastante competitivo e Moçambique deverá rever os seus programas para permitir o alcance de melhores resultados. Maximizando, assim, os recursos financeiros existentes", disse Sidibé, em Maputo, depois de participar de um encontro de mais de três horas com autoridades sanitárias e governamentais daquele país africano.

 

Natural do Mali, Sidibé participa de várias reuniões em Moçambique e visitará diferentes projetos até este sábado, 03 de setembro.

 

Sidibé foi questionado se é possível Moçambique atingir a meta das Nações Unidas de "zerar" as novas infecções do HIV até 2015. "Zero infecções, na verdade, não significa necessariamente nenhuma infecção. Significa, sim, a redistribuição de oportunidades, e mudança da nossa relação para com as pessoas que vivem com o HIV. Comprometimento de fato para que não haja mais novas infecções. É isso que acreditamos que o Governo de Moçambique é capaz de fazer já dentro de dois a três anos", respondeu.

 

Para uma população de aproximadamente 20 milhões de habitantes, Moçambique tem uma prevalência nacional do HIV de 11,5%. Estima-se que entre 400 e 500 infecções do HIV ocorrem todos os dias no país.

 

Nessa quinta-feira, Sidibé visitou o Hospital Geral José Macamo, em Maputo, e se disse "muito impressionado" com o trabalho de resgate de pacientes com AIDS da associação Pfuka u Hanha, que significa "Acorde e viva" na língua local Changana.

 

Ativistas desta associação trabalham em parceria com o Hospital, procurando na comunidade pacientes que desistiram de fazer o tratamento antirretroviral. "São heróis anônimos, mas verdadeiros salva-vidas", acrescentou Sidibé sobre a Pfuka u Hanha.

 

Fonte: AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DA AIDS