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Brasileiros criam vírus HIV artificial - 30/05/2010

                            Brasileiros criam vírus HIV artificial

 

Pesquisadores das universidades federais do Rio de Janeiro e de Pernambuco e da USP anunciaram, na última semana, a criação de um vírus HIV artificial. A utilidade desse material é permitir a fabricação de uma medicação para soropositivos que reduza a carga viral a quase zero.

Os testes foram feitos em 18 pacientes a partir de 2001, informa a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Os pesquisadores chegaram ao vírus artificial por meio de uma técnica de clonagem. Pedaços de DNA foram cortados e colados até ser obtido um genoma completo do HIV inativado. "Fizemos uma obra de engenharia genética e colocamos esse vírus sintético dentro de um DNA vetor que permite a replicação ao infinito do vírus", explica o geneticista Sérgio Corvella.

O método é diferente do usual porque as pesquisas comuns utilizam vírus coletado do paciente soropositivo. O cultivo desse material leva dois meses, de acordo com a pesquisadora da USP Alessandra Pontillo. O sintético pode ser obtido em dois dias.

Em seu funcionamento, a vacina, chamada de terapêutica, estimula as células de defesa do paciente a identificar e combater o HIV. Os próximos passos da pesquisa incluem vacinação em um grupo de mil soropositivos. Os especialistas estipulam que o medicamento poderá chegar à população daqui a cinco anos.

 

A Notícia - SC