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Epidemia de Aids avança no Oriente Médio e Norte da África - 03/08/2011

A epidemia de HIV/AIDS tem avançado entre homens homossexuais e bissexuais no Oriente Médio e Norte da África, disseram pesquisadores na terça-feira, alertando contra a disseminação dos comportamentos de risco na região.
No primeiro estudo do gênero nessa área, onde a homossexualidade e a bissexualidade são tabus, pesquisadores da Faculdade de Medicina Weill Cornell, do Catar, notaram que a epidemia está fortemente concentrada em determinados grupos --com incidência superior a 5 por cento-- em países como Egito, Sudão, Paquistão e Tunísia.
Numa amostra no Paquistão, a contaminação pelo vírus da AIDS chegava a 28 por cento, de acordo com o estudo publicado na revista Public Library of Science (PLoS) Medicine.
Os pesquisadores salientaram a necessidade de maior acesso a exames, prevenção e tratamento para homens que fazem sexo com outros homens nesses países.
Estima-se que em 2009 cerca de 33,3 milhões de pessoas no mundo estivessem contaminadas com o vírus HIV, sendo 22,5 milhões na África Subsaariana. Há poucos dados publicados a respeito da epidemia no Oriente Médio e Norte da África.
"É como o buraco negro no mapa global do HIV, e isso desencadeou muitas polêmicas e debates em torno do status da epidemia", disse por telefone Ghina Mumtaz, uma das coordenadoras do estudo.
Segundo ela, fazendo uma busca mais apurada foi possível encontrar os dados necessários, mesmo que coletados por entidades diversas e não divulgados ao público.
As conclusões, segundo os pesquisadores, foram preocupantes, mas não surpreendentes. Uma delas foi a de que em 2008 a transmissão do vírus por sexo anal entre homens representou mais de um quarto dos casos notificados em vários países da região.


Reuter